Monthly Archives: março 2018

Seminário em São Paulo vai debater a Gestão Integral na Primeira Infância

Gestão Integral e Integralidade da Infância: Caminhos para a Educação Infantil. Este é o tema do seminário que será realizado no dia 12 de abril, em São Paulo, pelo Fundo Juntos pela Educação, no âmbito no Programa Primeiro a Infância: Educação Infantil como Prioridade. O Fundo Juntos pela Educação é composto pelo Instituto Arcor Brasil e Instituto C&A.
 
As atividades do seminário acontecerão entre as 8 e 13 horas, no Espaço Transatlântico (rua José Guerra, Chácara Santo Antônio). A organização do evento é da Oficina Municipal, contratada pelo Fundo Juntos pela Educação para a implementação do Programa Primeiro a Infância – Educação Infantil como Prioridade.
 
“O Marco Legal da Primeira Infância reforça a necessidade das políticas públicas intersetoriais para o desenvolvimento integral da criança. Nesse sentido é fundamental avançar para uma gestão integral”, comenta Raphael Borella, da Oficina Municipal.
 
A programação do seminário abrange duas mesas de debates. A primeira será sobre “A integralidade da infância. O conceito de integralidade da infância”, com a participação de Janine Schultz, do Instituto C&A, e de Maria Thereza Marcílio, que já foi secretária-executiva da Rede Nacional Primeira Infância (RNPI). Ela atua na organização Avante, de Salvador (BA).
 
“Gestão integral na educação infantil” será o tema da segunda mesa, que contemplará duas apresentações. Javier Alberto Rodriguez, da Fundação Arcor e Fundo Juntos pela Educação, falará sobre “O papel da Educação no marco das políticas intersetoriais de proteção dos direitos da criança”. Em seguida, haverá a apresentação “A experiência de Camaragibe na orientação dos Projetos Político Pedagógicos da rede municipal”, com a participação de Cida Freire, consultora da Oficina Municipal, e Edilma Luz, da Secretaria Municipal de Camaragibe.
 
Os municípios pernambucanos de Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe e São Lourenço da Mata foram os parceiros do Fundo Juntos pela Educação na primeira edição do Programa Primeiro a Infância – Educação infantil como prioridade, entre 2015 e 2017. A construção ou revisão participativa do Projeto Político Pedagógico, pela comunidade de cada unidade de educação infantil dos três municípios, foi o foco central do Programa.
 
Terminada a segunda mesa de debates, haverá a apresentação das conclusões e a discussão final. O seminário do dia 12 de abril é aberto a gestores e profissionais em Educação Infantil, organizações sociais, pesquisadores e educadores com atuação na Primeira Infância.
 
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26/03/18|

Concepção de criança e padrões de qualidade são essenciais para o PPP

Qual a concepção de criança e infância e quais os padrões de qualidade que devem ter a Educação Infantil? Estas questões são essenciais para a formulação do Projeto Político Pedagógico e, por isso, devem ser aprofundadas no momento de construção do Marco Referencial, acentuou a consultora da Oficina Municipal, Oneide Ferraz Alves, no encontro de Piracicaba. As duas questões foram de fato muito discutidas no evento.
 
A reflexão sobre a concepção de criança partiu da definição contida nas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil (DCNEI, Resolução Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Básica, número 5/2009). Em seu artigo 4º, as Diretrizes definem criança como:
 
“sujeito histórico e de direitos, que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura”.
 
Por outro lado, a consultora da Oficina Municipal evidenciou alguns dos padrões de qualidade que devem ser observados, em um processo de construção ou revisão de Projeto Político Pedagógico, tendo como base um sólido Marco Referencial, que por sua vez levará à formulação de um documento norteador específico para cada município.
 
Ela citou a respeito os Indicadores da Qualidade na Educação Infantil propostos pelo Ministério da Educação, que apontam, no caso dos ambientes físicos ideais em escolas de Educação Infantil: “Os ambientes físicos da instituição de educação infantil devem refletir uma concepção de educação e cuidado respeitosa das necessidades de desenvolvimento das crianças, em todos seus aspectos: físico, afetivo, cognitivo, criativo. Espaços internos limpos, bem iluminados e arejados, com visão ampla do exterior, seguros e aconchegantes, revelam a importância conferida às múltiplas necessidades das crianças e dos adultos que com elas trabalham; espaços externos bem cuidados, com jardim e áreas para brincadeiras e jogos, indicam a atenção ao contato com a natureza e à necessidade das crianças de correr, pular, jogar bola, brincar com areia e água, entre outras atividades”.
 
Ainda no que se refere a padrões de qualidade, duas questões foram mais discutidas no encontro de Piracicaba: Os espaços e mobiliários (nas unidades de Educação Infantil) favorecem as experiências das crianças? Os materiais são variados e acessíveis às crianças? As discussões foram ilustradas por vídeos do Projeto Paralapracá, iniciativa do Instituto C&A, executada pela organização Avante. Os vídeos podem ser acessados no site http://paralapraca.org.br
 
 
 
 

26/03/18|

Gestoras comentaram relevância do marco referencial para o PPP

As gestoras e educadoras presentes no encontro em Piracicaba reiteraram a relevância da discussão do Marco Referencial, antes do início da construção participativa do PPP da Educação Infantil nos municípios. Cada município indicou alguns pontos que considera fundamentais para reflexão no momento de construção do Marco Referencial.
 
“É muito importante pensar na autonomia da criança, do que a Educação Infantil vai proporcionar para que a criança atinja esta autonomia”, disse Keila Caproni, coordenadora pedagógica em Mombuca, que também citou a importância de maior integração entre escola e comunidade e lembrou a contribuição da nova Base Nacional Comum Curricular.
 
A supervisora de Educação Infantil de Monte Mor, Rita de Cássia do Nascimento Lima Giorgetti, observou que o município já conta com documento norteador e diretrizes para a Educação Infantil desde 2006, como base para a construção dos PPP já realizados. Agora, em função da participação no Programa Primeiro a Infância, esses documentos podem ser aprimorados e atualizados, destacou. “Um dos pontos é como a Educação Infantil deve contemplar a inclusão”, comentou a supervisora.
 
“Precisamos dar voz às crianças, ouvir o que elas querem e têm a dizer”, acentuou a secretária municipal de Educação de Rio das Pedras, Glória Maria Manesco. “Também devemos pensar nas expectativas da comunidade escolar, observar qual é a nossa realidade e o que podemos melhorar”, completou.
 
O fortalecimento da educação inclusiva, com maior e melhor capacitação dos profissionais, foi um dos pontos indicados pela supervisora de Ensino em Rafard, Márcia Regina da Cruz Valesin. “Outra questão importante é reforçar o trabalho conjunto com as famílias das crianças, mostrar a elas que o processo educativo deve ser feito em parceria com a escola”, sublinhou a supervisora.
 
A supervisora de Educação Infantil de Capivari, Regina Aparecida de Campos Amâncio, ressaltou por sua vez, que o município concluiu recentemente a elaboração do PPP das unidades escolares. Agora é o momento, portanto, de aprimorar e ajustar. E evidenciou a relevância dos valores humanos, como um dos principais eixos norteadores para a construção do Projeto Político Pedagógico. “Dentre esses valores, o respeito ao outro é fundamental”, destacou.
 
Coordenadora pedagógica em Saltinho, Renata Pimpinatto citou como um dos pontos principais a necessidade de “conhecer melhor a realidade escolar”. Dessa forma, acentuou, é possível identificar as fragilidades mas também as potencialidades existentes nessa realidade e que podem contribuir com a melhoria da Educação Infantil.
 
 
 
 

26/03/18|

Encontro em Piracicaba discutiu etapas de construção do PPP

As etapas de elaboração do Projeto Político Pedagógico (PPP), nas unidades de Educação Infantil dos seis municípios parceiros, foram discutidas no dia 20 de março, em Piracicaba, em novo Encontro Regional do Programa Primeiro a Infância – Educação Infantil como Prioridade, do Fundo Juntos pela Educação, composto por Instituto Arcor Brasil e Instituto C&A.
 
Diretoras de escolas de Educação Infantil e gestores e técnicos das secretarias municipais de Educação participaram do Encontro, com a presença dos municípios de Capivari, Mombuca, Monte Mor, Rio das Pedras, Rafard e Saltinho.
 
A apresentação das três etapas principais de construção do Projeto Político Pedagógico (PPP) foi feita por Oneide Ferraz Alves, consultora da Oficina Municipal, a organização contratada pelo Fundo Juntos pela Educação para coordenar e implementar o Programa Primeiro a Infância. A construção ou revisão, de forma participativa, do PPP das unidades de Educação Infantil nos seis municípios, será o fio condutor do Programa Primeiro a Infância em 2018.
 
São três as etapas, acentuou Oneide: 1. Construção do Marco Referencial ou Missão do PPP. 2. Diagnóstico. 3. Programação. As discussões do Encontro Regional foram centradas principalmente na construção do Marco Referencial. “O Marco Referencial é a base para a construção qualificada do PPP”, acentuou a especialista.
 
A consultora da Oficina Municipal citou uma frase de Celso Vasconcellos – uma das principais referências acadêmicas em PPP no Brasil – para definir o que é um Marco Referencial: “É a tomada de decisão da instituição que planeja em relação à sua identidade, visão de mundo, utopia, valores, objetivos, compromissos”.
 
No caso da elaboração do Projeto Político Pedagógico por unidades de Educação Infantil em determinado município, o Marco Referencial deve então contemplar, em primeiro lugar, o marco legal existente sobre o assunto: Constituição Federal (de 1988), Lei de Diretrizes e Bases da Educação (de 1996), as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (de 2009), Plano Nacional de Educação (de 2014) e respectivos Planos Municipais de Educação (de 2015), além da recente Base Nacional Comum Curricular.
 
“As equipes envolvidas na construção do Marco Referencial precisam estudar e discutir o que dizem esses documentos legais sobre Educação Infantil. Devem também verificar o que o programa de governo do prefeito diz sobre Educação Infantil”, destacou Oneide Ferraz.
 
Mas o Marco Referencial também contempla outros aspectos, ressaltou a consultora da Oficina Municipal. “Cada município deve se perguntar sobre qual escola de Educação Infantil tem e qual escola que ela sonha, projeta. E também deve haver uma forte discussão sobre a concepção de Educação Infantil e do que é a Infância, o que pressupõe uma forte escuta das crianças, do que elas querem”, completou Oneide.
 
São estas algumas das perguntas que, de acordo com a consultora da Oficina Municipal, as equipes municipais devem discutir no momento de construção do Marco Referencial como base para a elaboração dos PPP:
 
- Dentre as tendências da sociedade, quais têm maior impacto na escola?
 
- Qual o modelo de sociedade que deve servir como rumo para os passos dos envolvidos, elaboradores e executores do projeto?
 
- Como se relaciona a escola com o processo transformador da sociedade?
 
- Que alianças serão feitas?
 
- Como se aumenta ou diminui a força dos objetivos e da missão do projeto?
 
- Em que consiste o educar e, em consequência, qual o ideal para a prática educativa da escola?
 
- O que é qualidade de ensino?
 
- O que quer dizer educação inclusiva?
 
- O que significa ensinar para a diversidade cultural?
 
- Em que consiste o atendimento às características individuais dos alunos e da escola?
 
- Que princípios serão destacados para a avaliação da escola?
 
- O que se entende por currículo?
 
- Qual o currículo desejado?
 
- Qual o papel das tecnologias educativas na escola?
 
- Como é concebida a pesquisa na formação dos alunos?
 
- Que tipo de relações interpessoais são buscadas no cotidiano escolar?
 
- Como está a escola em relação aos resultados e processos desenvolvidos nas políticas públicas federais (e estaduais ou municipais) e nos programas em andamento pela SEB/MEC e pela Secretaria Estadual de Educação (e ou Secretaria Municipal de Educação)?
 
 
 
 

26/03/18|