O espaço do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) “Judith Maria Brasil da Rocha”, em Tabatinga, município de Camaragibe, é um convite ao brincar. Em formato circular, a sua parte central é uma ampla área a céu aberto com jardim, faixa gramada e parquinho. “Sempre valorizamos o brincar e ainda mais depois do Programa Primeiro a Infância”, afirma a diretora da escola, Ana Cláudia Xavier da Silva.
 
A diretora assinala que a importância do brincar na educação infantil ficou ainda mais evidente durante o processo de reelaboração do Projeto Político Pedagógico da escola. “Ficou um documento vivo, com a grande participação da comunidade”, resume Ana Cláudia.
 
O processo participativo é, de fato, evidenciado por mães, professores e funcionários do CMEI. Mãe de Davi Vitor, de 6 anos, Shirlaine Maria da Silva aplaude a abertura que a escola deu para a palavra da família. “Os pais devem participar, para saber o que acontece no dia a dia da escola onde está o seu filho”, ela resume. “Aprendi muito com essas reuniões, foi muito bom receber os pais”, diz por sua vez Lúcia André Barreto, funcionária do CMEI.
 
“Conheço muito mais da escola após a reelaboração do PPP, que organizou melhor a nossa prática pedagógica, com ênfase no brincar”, complementa Aldeci Pereira dos Santos, professora na mesma escola, sintetizando o espírito participativo verificado no processo de reconstrução dos PPPs em Camaragibe, na segunda etapa do Programa Primeiro a Infância – Educação Infantil como Prioridade, dando sequência ao que foi trabalhado no Plano Municipal de Educação.
 
Diretora da Escola Municipal de Educação Infantil XV de Novembro, da Vila da Fábrica, bairro considerado o marco zero de Camaragibe, Carla Viviane da Silva acentua a relevância da reelaboração do PPP de forma participativa. “A comunidade sabe o que é necessário para as crianças. Ter a avó, a mãe, o pai é muito importante, a escola cresce junto”, acrescenta.
 
Por sua vez, Elissandra Marçal Serafim de Santana, diretora do CMEI “Manoel Rito”, enfatiza a importância da escola ouvir a própria criança. “A criança deve ter vez e voz e nesse sentido a escola deve propiciar as condições para que ela brinque, explore, como já pediam os Parâmetros Curriculares Nacionais e, agora, propõe a Base Nacional Comum Curricular”, assinala a diretora.
 
O envolvimento das comunidades na reconstrução do PPP é a maior garantia de que eles serão implementados, observa a secretária municipal de Educação de Camaragibe, Adriana Cecília Dantas, que participou ativamente de todas as etapas do Programa Primeiro a Infância no município. “O PPP não será mais como era, um documento que às vezes ficava engavetado. Com todos participando, ele é um símbolo do que a comunidade deseja. O monitoramento de sua execução continuará sendo feito assim”, acredita a secretária.
 
Coordenadora do Ensino Fundamental e do Programa de Alfabetização na Idade Certa em Camaragibe, Maria Luciene da Silva sustenta que o Programa Primeiro a Infância – Educação Infantil como prioridade deixa marcas profundas na educação infantil no município, mas também na educação em geral.
 
À medida que foram avançando as discussões para a reelaboração dos PPPs, assinala, ficou cada vez mais evidente a importância do processo participativo. E o processo foi tão rico, ela frisa, que o formato foi levado para a reformulação dos PPPs do ensino fundamental. “A educação infantil com certeza passou a ter maior visibilidade, o município tem de fato uma política para a educação infantil”, complementa Rosineide Cabral da Silva Souza, coordenadora da Educação Infantil em Camaragibe, cuja experiência também estará presente no Seminário do dia 7 de dezembro. Camaragibe tem 155.228 moradores, segundo o IBGE.