No dia 13 de agosto serão lembrados os 13 anos da reunião de representantes do Instituto Arcor Brasil e Instituto C&A com a diretoria do fundo Vitae, para a formalização do acordo de cooperação pela constituição do Fundo Juntos pela Educação. Nesses 13 anos o Fundo implementou programas inovadores, de modo a contribuir com avanços na Educação no Brasil.
 
Mais de 40 mil crianças e adolescentes já foram beneficiados com as ações do Fundo Juntos pela Educação, em quatro estados da federação: Ceará, Paraíba, Pernambuco e São Paulo. Outros milhares de adultos estiveram envolvidos nos programas e projetos desenvolvidos.
 
O Fundo Juntos pela Educação foi efetivamente constituído em 24 de agosto de 2004, pelo Instituto Arcor Brasil, Instituto C&A e Vitae – Apoio à Cultura, Educação e Promoção Social. A missão do Fundo é prover recursos e estabelecer alianças para a educação de crianças, adolescentes e jovens.
 
Os parceiros decidiram então que a primeira iniciativa do Fundo seria o Programa pela Educação em Tempo Integral, que daria continuidade, com outro formato, ao Programa de Apoio a Projetos de Educação Complementar para Crianças e Adolescentes de 7 a 16 anos, que a organização Vitae apoiou desde 1997. O Programa de Vitae viabilizava o suporte a projetos de parceria entre uma escola pública e uma ONG do bairro.
 
Em sete edições, até 2003, o Programa de Vitae deu respaldo a 94 projetos, com 24.800 beneficiários. A iniciativa começou com o apoio a projetos na Grande São Paulo e, depois, foram respaldados projetos no Interior, pela atuação de novos parceiros. Desde a Quinta Edição, em 2001, o Programa passou a ter a contribuição da Arcor do Brasil. Na Sexta Edição, novos parceiros foram incorporados: o Instituto C&A e a FEAC, que já tinham atuado na Quinta Edição como membros do comitê de análise de projetos.
 
Com a constituição do Fundo Juntos pela Educação, em 2004, os horizontes do Programa de VITAE foram ampliados. O Programa pela Educação em Tempo Integral passaria a contemplar não apenas a aliança entre uma escola e uma ONG, mas a constituição de redes entre vários ativos de uma comunidade específica.
Os dois territórios escolhidos para o desenvolvimento do Programa foram a cidade de Campinas, no interior de São Paulo, e a Região Metropolitana de João Pessoa, na Paraíba. Foram três edições do Programa pela Educação em Tempo Integral, entre 2006 e 2010. No total, cerca de 100 organizações diferentes envolvidas.
 
Entre 2011 e 2013, foi desenvolvido o Segundo Ciclo do Programa pela Educação Integral, com apoio a sete projetos, quatro no Ceará e três em Pernambuco, envolvendo mais de 70 organizações. O foco passou a ser, nesse período, a promoção da educação integral, considerando todas as dimensões necessárias para o desenvolvimento humano.
 
Concluído esse ciclo, agora sem a participação de Vitae, que encerrou suas atividades em 2005, os parceiros – Instituto Arcor Brasil e Instituto C&A – deliberam pela criação de uma nova iniciativa, na área da educação infantil. A percepção foi a de que uma educação integral começa com uma educação infantil de qualidade, um grande desafio no Brasil contemporâneo.
 
Essa nova ação é o Programa Primeiro a Infância – Educação Infantil como Prioridade, que tem sido desenvolvido no sentido de colaborar com os municípios parceiros na qualificação de suas políticas municipais de Educação Infantil, respeitando os instrumentos previstos na legislação brasileira e os respectivos Planos Municipais de Educação.
 
Os municípios parceiros são Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe e São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana de Recife (PE). A Oficina Municipal foi contratada para coordenar e implementar o Programa Primeiro a Infância nos três municípios.
 
A primeira fase de contribuição do Programa foi na elaboração do que os respectivos Planos Municipais de Educação estavam tratando sobre Educação Infantil. Pelos termos do Plano Nacional de Educação, de 2014, os Planos Municipais de Educação (PMEs) deveriam ser elaborados ou revistos e depois aprovados pelas Câmaras Municipais até 24 de junho de 2015.
 
Construídos e promulgados os Planos Municipais de Educação, com princípios e metas para os próximos dez anos, foi definido, em conjunto com os municípios, o Projeto Político Pedagógico (PPP) como o instrumento que colocaria em prática, nas escolas, o que os PMEs estabeleceram para a melhoria da qualidade do trabalho realizado com as crianças da educação infantil.
 
A segunda fase do Programa foi então a reconstrução do Projeto Político Pedagógico (PPP) de cada unidade de educação infantil nos três municípios, incluindo o Plano de Ação para que o PPP seja implementado. A implementação dos PPP reelaborados começou no primeiro semestre de 2017. O Programa Primeiro a Infância – Educação Infantil como Prioridade continuará com o apoio técnico aos três municípios parceiros.
 
São 13 anos, portanto, de contribuições do Fundo Juntos pela Educação para a educação brasileira, com programas e projetos inovadores, participativos e em sintonia com a legislação e novas tendências educacionais.