O projeto “Comunicação Educativa da Rádio da Vila”, do Espaço Cultural Vila Esperança (GO), é o vencedor da segunda edição do Prêmio Nacional de Projetos com Participação Infantil. Os vencedores foram conhecidos no dia 25 de outubro, em cerimônia no Rio de Janeiro.
 
O objetivo do Prêmio Nacional de Projetos com Participação Infantil é fortalecer e disseminar práticas de participação infantil. Sendo realizado nacionalmente, através da premiação de práticas metodologicamente sérias, inovadoras, eficazes, criativas e com impacto relevante, as organizações promotoras pretendem contribuir para difundir e estimular a efetivação do direito à participação infantil em múltiplos espaços sociais.
 
A realização do Prêmio é do CECIP – Centro de Criação da Imagem Popular, como parte do Projeto Criança Pequena em Foco, com apoio do Instituto C&A, Fundação Bernard van Leer e Rede Nacional Primeira Infância (RNPI). Estes são os quatro vencedores do 2º Prêmio Nacional de Projetos com Participação Infantil (conheça as experiências completas no site (www.premioparticipacaoinfantil.org.br):
 
1º Lugar – Comunicação Educativa da Rádio da Vila – A Rádio da Vila nasceu no Espaço Cultural Vila Esperança, na cidade de Goiás (GO), em novembro de 2006. A Rádio da Vila se define como “uma rádio feita por criança para criança”.
 
Através de oficinas de comunicação, as meninas e meninos criam os programas, gravam e editam, usando o microfone e o computador como instrumentos de aprendizagem. Além disso, o projeto possibilita, junto à Escola Pluricultural Odé Kayodê, o desenvolvimento da escrita, da leitura e da expressão verbal, além de ser um espaço de reflexões, criação e difusão de saberes.
 
2º Lugar – Pequenos conselheiros, grandes ideias – O projeto é implementando na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Dona Leopoldina, na Zona Oeste de São Paulo. Criado em 2012, o projeto objetiva incluir a participação das crianças na gestão democrática do espaço escolar, contribuir para o diálogo entre crianças e adultos, respeitando a cultura infantil, qualificar e valorizar a visão das crianças em igualdade com a dos adultos, fomentar a autoria das crianças na reflexão e tomada de decisões sobre assuntos de interesse da escola e problematizar a realidade local e apontar encaminhamentos para as questões levantadas.
 
Em função desse ideário, o Projeto Político Pedagógico da EMEI Dona Leopoldina possui três eixos: arte, brincadeira e educação ambiental. Todo mês é realizada uma assembleia, com a participação de todas as crianças. Nesta assembleia, são lançados alguns assuntos, para que possam começar a ser assimilados e discutidos pelas crianças. Depois os temas são discutidos em sala de aula e levados a um Conselho de Criança, que se reúne a cada 15 dias. Do conjunto de sugestões apresentadas pelos alunos, são definidas aquelas que são levada à prática pela escola.
 
3º Lugar – Rede de Vizinhos Amigos da Rua – O projeto é executado pela Faculdade de Engenharia e Arquitetura da Fundação Mineira de Educação e Cultura (Universidade Fumec), de Belo Horizonte (MG).
 
O projeto envolve a comunidade da Vila Pindura Saia, no bairro Cruzeiro, em ações que estão mudando o perfil de ruas e praças, com ativa participação das crianças. Grafitagem em muros, árvores “vestidas” com tecidos multicoloridos e praças bem cuidadas e equipadas são alguns dos resultados já contabilizados pelo projeto, que visa o combate às desigualdades e à segregação socioespacial e objetiva o estímulo cultural e multidimensional, adotando-se a perspectiva da criança na exploração de outras formas de conhecer, de mapear e atuar no espaço urbano.
 
Menção Honrosa – Criança Fala na Comunidade – O projeto é implementando por CriaCidade e visa promover a escuta das crianças, por meio de metodologia lúdica de escuta, para incluir suas vozes e olhares (o que querem, pensam, sonham, desejam, suas ideias, necessidades) na elaboração e execução das políticas públicas, projetos arquitetônicos, projetos políticos pedagógicos e gestão de espaços e equipamentos públicos.
 
O projeto teve início na comunidade do Glicério, região central de São Paulo, visando transformar o bairro a partir dos olhares e vozes das crianças atuando em quatro eixos: Ressignificação do espaço público; Cidade que brinca com transformação física; Formação e empoderamento (crianças, mulheres da comunidade, profissionais da educação, saúde, assistência social); Atuação em rede intersetorial (gestão pública, empresa privada, universidades, coletivos, ongs).