O papel estratégico da Educação Infantil para o desenvolvimento humano foi destacado no evento do dia 14 de dezembro, em Rio das Pedras, pela pesquisadora e pedagoga Mônica Samia, da organização Avante, de Salvador (BA). A Avante – Educação e Mobilização Social atua para garantir os direitos dos diferentes grupos sociais.
 
A pesquisadora observou no encontro de Rio das Pedras que, historicamente, as crianças foram invisibilizadas. Como exemplo, citou que as cidades não foram planejadas para as necessidades e especificidades das crianças.
 
Para Samia, a ausência de políticas públicas apropriadas e abrangentes, voltadas para as crianças, representa uma enorme perda em termos de desenvolvimento humano. É nos primeiros seis anos de vida, comentou, que são lançadas as bases para o desenvolvimento cognitivo, da afetividade, da corporeidade, enfim, do desenvolvimento integral da criança.
 
“O corpo ajuda o pensamento a se estruturar”, comentou a pesquisadora nascida em Minas Gerais, mas que há muitos anos vive na Bahia. Ela ressaltou a relevância do brincar como estruturante de muitos pilares do desenvolvimento da criança e do futuro adulto.
 
Ela também lembrou que um conjunto de organizações da Sociedade Civil, reunidas na Rede Nacional Primeira Infância, tem procurado há anos contribuir de diversas formas para retirar a criança brasileira da invisibilidade. Desse esforço da RNPI resultou o Plano Nacional pela Primeira Infância, de 2010.
 
No início de 2016, completou, o Brasil deu um passo importante, com a entrada em vigor do Marco Legal da Primeira Infância. O Marco evidencia a importância estratégica das ações intersetoriais para garantir a proteção e o desenvolvimento integral das crianças.
 
A consultora da Avante acentuou, igualmente, o papel determinante da Educação Infantil. Este é o momento, afirmou, em que as diferentes linguagens podem e devem ser estimuladas em um ambiente educacional estimulante, criativo, que privilegia a brincadeira. “A criança é um sujeito de direitos e a educação de qualidade é um direito das crianças, concluiu a pesquisadora da organização Avante. Questões levantadas por Mônica Samia foram discutidas no “world café” realizado com os participantes do evento em Rio das Pedras.