Um diagnóstico adequado, com critérios bem definidos, é fundamental para a construção participativa de um Projeto Político Pedagógico nas unidades de Educação Infantil. Esta foi uma das conclusões do encontro regional do Programa Primeiro a Infância – Educação Infantil como Prioridade, do Fundo Juntos pela Educação, dia 22 de maio, em Piracicaba (SP).
 
O encontro reuniu representantes dos seis municípios parceiros do Fundo Juntos pela Educação no Programa: Capivari, Mombuca, Monte Mor, Rafard, Rio das Pedras e Saltinho. O Programa Primeiro a Infância tem o objetivo de contribuir com a Educação Infantil de qualidade nos seis municípios, em sintonia com os respectivos Planos Municipais de Educação.
 
O Fundo Juntos pela Educação é composto pelo Instituto Arcor Brasil e Instituto C&A. A Oficina Municipal é a organização contratada pelo Fundo juntos pela Educação para a implementação do Programa.
 
A construção, de forma participativa, do Projeto Político Pedagógico (PPP) nas unidades de Educação Infantil nos seis municípios é o fio condutor do Programa Primeiro a Infância. Na primeira etapa, as equipes gestoras de Educação Infantil nos seis municípios se dedicaram à formulação de um Documento Norteador para a elaboração do Marco Referencial do PPP das escolas. O Documento Norteador vai orientar as unidades de Educação Infantil na construção do Projeto Político Pedagógico. O Marco Referencial é a primeira parte do PPP.
 
A partir de junho, os municípios vão trabalhar nas duas próximas etapas: a elaboração de um diagnóstico e a revisão ou construção dos PPP das unidades de Educação Infantil, com mobilização das comunidades escolares.
 
No encontro deste dia 22 de maio, a coordenadora técnica do Programa Primeiro a Infância, Oneide Ferraz Alves, da Oficina Municipal, destacou o papel essencial que tem um diagnóstico aprofundado e detalhado, sobre cada unidade de Educação Infantil, para a revisão ou construção do seu PPP. “O diagnóstico deve mostrar a realidade da escola, suas dificuldades e necessidades, mas também os seus potenciais, os recursos existentes que podem ser valorizados e utilizados. Em síntese, o diagnóstico deve apontar os pontos frágeis e os fortes da escola”, observou.
 
Organizadas em grupos e depois de forma coletiva, as equipes gestoras em Educação Infantil nos seis municípios participantes discutiram, sob a coordenação de Gustavo Adolfo Santos, vice-diretor da Oficina Municipal, os pontos centrais que devem aparecer no diagnóstico, considerando as dimensões Econômico-Financeira, Pedagógico-Organizacional e Sociocultural/Participativa.
 
Na dimensão Econômico-Financeira, estes foram os itens apontados e que devem constar do diagnóstico em cada unidade de Educação Infantil:
- Composição e origem dos recursos – Quais recursos temos na escola? Quais parcerias a escola busca?
- Transparência/Prestação de contas – Como é feita a prestação de contas? Como é realizada a divulgação da prestação de contas junto à comunidade escolar?
- Fiscalização – Quem fiscaliza a prestação de contas?
- Planejamento e Priorização dos gastos da escola – Os recursos são suficientes? Como fazer a priorização na aplicação dos recursos? Como é realizado o planejamento da aplicação de recursos?
- Processos de aquisição – Como são efetuadas as aquisições para a unidade escolar?
 
Os itens apontados na dimensão Pedagógico-Organizacional foram:
- Formação acadêmica da equipe;
- Formação continuada – Concepção de criança;
- Adequação do número de alunos ao espaço – Quantidade x Qualidade;
- Envolvimento dos pais na vida escolar dos filhos – Frequência em reunião de pais;
- Percepção da criança sobre a escola – Olhar da criança sobre a escola;
- Recursos pedagógicos – Brinquedos e outros;
- Práticas pedagógicas adequadas – Concepção de criança;
- Infraestrutura – Espaços internos e externos.
 
E na dimensão Sociocultural/Participativa, os itens apontados foram: – Participação da comunidade – Frequência em reunião de pais;
- Gestão democrática – Na unidade escolar a gestão é democrática?;
- Características socioculturais da comunidade – Religião, cultura e outras;
- Características socioeconômicas da comunidade – Profissão dos pais e outras;
- Acolhimento/Práticas de comunicação – Comunicação pais/escola;
- Composição familiar – Com quem o aluno reside.
 
As equipes das Secretarias Municipais de Educação continuarão a trabalhar com os temas para o diagnóstico, adaptando-os à realidade de cada município e suas escolas.
 
Comunicação – No encontro em Piracicaba, também foi discutida a importância da comunicação no âmbito do Programa Primeiro a Infância. Os participantes conheceram os detalhes dos instrumentos de comunicação do Programa, como site na internet (www.juntospelaeducacao.com.br), boletim eletrônico mensal para um mailing de assinantes e releases para a imprensa. Os participantes também foram convidados participar do grupo fechado criado no Facebook, com o nome Programa Primeiro a Infância. O grupo fará a divulgação de notícias e da agenda do Programa e também será aberto a postagens pelos seus integrantes.