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Educação Infantil em Mombuca: duas novas escolas pelo futuro das crianças

Contação de histórias no CMEI “Eunice Caproni de Oliveira”

Uma vez por semana o ritual se repete nas duas escolas de Educação Infantil de Mombuca (SP). As crianças se preparam, se ajeitam na área do refeitório e participam do culto às bandeiras (do Brasil, de São Paulo e do município), seguido de prazerosas contação de histórias e degustação de bolos e outros quitutes. Delícias para os vários sentidos, apontando para o desenvolvimento integral, nas duas escolas que funcionam em prédios novíssimos, coloridos, um convite ao aprendizado e ao saber com sabor.

O Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) “Eunice Caproni de Oliveira”, localizado na região central, tem 80 alunos, de 0 a 5 anos. Até 2016 a escola funcionava em outra unidade, até passar a funcionar no novo edifício, construído pelo governo estadual. O mesmo acontecia com o CMEI “Jonatas Michael da Silva”, na Vila Nova, com 130 alunos e que também funcionava em outro prédio, até a inauguração do novo espaço, construído com recursos do Pró-Infância, do governo federal.

Culto às bandeiras no CMEI “Eunice Caproni de Oliveira”

Coordenadora do CMEI “Eunice Caproni de Oliveira”, Keila Caproni nota que as duas novas escolas representam uma resposta do município ao aumento da demanda pela Educação Infantil. E como são prédios novos, os espaços já foram projetados para receber a Educação Infantil, ao contrário do que ocorre em muitos casos, em que as instalações são adaptadas para receber creche e/ou pré-escola.

“Estamos construindo nossa identidade, e por isso tem sido muito importante a participação de Mombuca no Programa Primeiro a Infância”, nota a coordenadora. Mombuca é um dos seis municípios parceiros do Programa Primeiro a Infância – Educação Infantil como Prioridade, do Fundo Juntos pela Educação, ao lado de Capivari, Monte Mor, Rafard, Rio das Pedras e Saltinho.

Atividade em sala de aula

Keila Caproni observa que a formulação participativa do Projeto Político Pedagógico, fio condutor do Programa Primeiro a Infância, representou uma oportunidade preciosa para essa construção da identidade da Educação Infantil no município. “Com o programa, estão mais claras as concepções de infância, a importância do brincar, e tem sido significativa a possibilidade de participação dos pais e da comunidade”, explica.

Antes de trabalhar na Educação Infantil, Keila foi professora durante anos de Informática no Ensino Fundamental. Mas agora diz que não troca por nada. “A gente se apaixona e encanta. Quando vemos um bebê crescer e se desenvolver e ver que a escola contribuiu para o seu crescimento é muito gratificante”, confessa.

Keila Caproni: identidade da escola em construção

É o mesmo encantamento que sente Viviana Barbosa Pires de Campos, professora no CMEI “Eunice Caproni de Oliveira”. Ela adora especialmente quando, vestida a rigor, faz a contação de histórias para as crianças. “A contação é muito importante para o desenvolvimento delas, pois estimula a imaginação, trabalha a linguagem oral e vários outros fundamentos”, relata, após contar mais uma história e começar a distribuir um delicioso e esperado bolo de chocolate para os pequenos.

Após o culto à bandeira, a história contada e o bolo apreciado, os aluninhos vão para as suas salas confortáveis. Em uma delas, a professora Conceição Aparecida Braggion conduz a sua aula, sempre de forma lúdica e favorável à exploração dos campos de experiências indicados pela nona Base Nacional Comum Curricular (BNCC). “A Educação Infantil precisa ser cada vez mais valorizada, é a base de tudo, abre grandes possibilidades para o desenvolvimento das crianças”, defende.

Contação de história no CMEI “Jonatas Michael da Silva”

No CMEI “Jonatas Michael da Silva”, na Vila Nova, o panorama é o mesmo, de estímulo à exploração dos cinco campos de experiência apontados na BNCC: o eu, o outro e o nós; corpo, gestos e movimentos; traços, sons, cores e formas; escuta, fala, pensamento e imaginação; espaços, tempos, quantidades, relações e transformações.

Praticamente todos os campos são tangenciados pela história do “Lobo Bom”, contada pela professora Rosana Aparecido Crespo. “Uma história pode contribuir com todos os campos de experiência, ela pode levar a criança a trabalhar com o corpo, a sua relação consigo mesmo e com o outro, e também abre as portas para o desenvolvimento da fala, do pensamento, enfim, é uma experiência que pode ser completa”, ensina Rosana, que não esconde sua simpatia pelo teatro como excelente instrumento pedagógico.

Ambiente colorido e acolhedor nas salas

Ela convidou todos os alunos de sua turma a contribuir com a contação. Cada um representava um personagem: uma coruja, um tubarão e assim por diante. Rosana “condimentou” a contação, com a apresentação para o conjunto das crianças da escola de uma caixa de surpresas, com vários objetos-chave para voos da imaginação.

Após a contação, a alimentação saudável, a rápida passagem pela sala de vídeos e o retorno para as salas de cada um. A diretora do CMEI, Cristiane Ragoson Conde Godinho, também entende que a participação de Mombuca no Programa Primeiro a Infância tem representado oportunidade única para a Educação Infantil no município.

Cristiane Godinho: Programa Primeiro a Infância abriu novas oportunidades

“Os encontros de formação, as visitas técnicas, todo apoio do Fundo Juntos pela Educação e da Oficina Municipal tem sido muito rico. E estamos implementando todo o aprendizado na escola, no diálogo com os pais, na promoção das brincadeiras, tudo visando uma Educação Infantil com qualidade cada vez maior”, completa a diretora Cristiane, resumindo o sentimento do conjunto das profissionais do setor em Mombuca, todas voltadas para o desenvolvimento integral das crianças.

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