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Encontro debateu os planos de ação do Projeto Político Pedagógico

Grupo que se reuniu em Piracicaba (Foto Divulgação)

A construção do Plano de Ação, terceira etapa do Projeto Político Pedagógico (PPP), foi o tema do encontro regional do Programa Primeiro a Infância – Educação Infantil como Prioridade no dia 25 de setembro, em Piracicaba. Nos dias 26 a 28, foram realizadas as visitas técnicas aos seis municípios parceiros.

Participaram do encontro representantes dos municípios de Capivari, Mombuca, Monte Mor, Rafard, Rio das Pedras e Saltinho. Também estiveram presentes duas representantes de Camaragibe (PE), que participou da primeira edição do Programa Primeiro a Infância, ao lado de Cabo de Santo Agostinho e São Lourenço da Mata, também em Pernambuco.

Plano de Ação é a terceira etapa do PPP

O Programa Primeiro a Infância, iniciativa do Fundo Juntos pela Educação (Instituto Arcor Brasil e Instituto C&A), tem o propósito de contribuir com a Educação Infantil de qualidade nos municípios parceiros, em sintonia com os respectivos Planos Municipais de Educação. A Oficina Municipal foi contratada pelo Fundo para implementar o Programa, nas duas edições.

Plano de Ação – A coordenadora técnica do Programa, pela Oficina Municipal, Oneide Ferraz Alves, lembrou que a construção ou revisão participativa do Projeto Político Pedagógico nas unidades de Educação Infantil nos municípios parceiros é o fio condutor da iniciativa.

As duas primeiras etapas do PPP, lembrou Oneide, foram a construção do Marco Referencial (com a definição das concepções de Educação Infantil e de quais as escolas desejadas para as respectivas realidades) e a construção do diagnóstico (com o estudo da situação de cada escola, seu contexto, a realidade sociocultural e outros aspectos).

A terceira etapa é a construção do Plano de Ação, acrescentou Oneide. “O Plano de Ação vai permitir que as escolas identifiquem as ações e atividades que, de forma articulada, vão auxiliar o respectivo município a atingir os seus objetivos em Educação Infantil, a partir da realidade levantada no diagnóstico de cada escola”, destacou.

Desta forma, salientou, um Plano de Ação deve contemplar os elementos: Objetivos (uma nova situação que deve ser criada ou produzida a partir do diagnóstico), Metas (medidas ou quantificação da nova situação que se quer atingir), Ações (providências que devem ser tomadas, com recursos próprios ou externos, para que a escola atinja os objetivos propostos), Avaliação (acompanhamento das ações, para verificação se estão de acordo com os objetivos ou devem ser reformuladas), Responsáveis (identificação de quem deve responder pela execução das ações) e Cronograma (definição do tempo em que as ações devem ser implementadas, com início e fim).

As representantes dos seis municípios fizeram exercícios de simulação de um Plano de Ação. As equipes de gestão da Educação Infantil em cada município agora vão disseminar as informações junto às unidades de Educação Infantil, para que elas construam os seus Planos de Ação, igualmente de forma participativa, como já ocorreu na elaboração dos respectivos diagnósticos.

Edilma da Luz: PPP com horizonte de seis anos

A experiência de Camaragibe – As duas representantes de Camaragibe contribuíram para tornar mais claro o papel e a dinâmica de construção de um Plano de Ação, no âmbito do Projeto Político Pedagógico (PPP). O município pernambucano participou da primeira edição do Programa Primeiro a Infância e continua implementando os Planos de Ação definidos em 2017.

“Nós tivemos o cuidado de construir um Plano de Ação com horizonte de seis anos, para que justamente ele tenha continuidade e que não seja eventualmente afetado por mudanças políticas”, destacou Edilma Maria da Luz, integrante da equipe técnica de Ensino da Secretaria Municipal de Educação de Camaragibe.

Outra providência importante, para garantir a continuidade das ações, continuou Edilma, foi a definição de uma comissão em cada escola, com representantes da gestão, dos educadores e da comunidade. “É a efetiva participação da comunidade que garante a continuidade das ações, pois o PPP acaba refletindo a realidade da escola e de sua comunidade, o que ganha força junto ao poder público”, acentuou Edilma, que é pedagoga com especialização em Literatura Infanto-Juvenil.

Edilma lembrou que, após a definição dos Planos de Ação, eles foram sintetizados pela Secretaria Municipal de Educação, que apontou as prioridades incluídas na Lei Orçamentária e no Plano Plurianual do município. Foi o que garantiu os recursos financeiros para a execução das ações, como a compra de brinquedos e outros recursos para as escolas. “Nada foi fácil, foi tudo negociado, mas os gestores perceberam que era aquilo que as comunidades realmente desejavam”, concluiu Edilma, também lembrando que o processo de construção ou revisão do PPP foi estendido para o Ensino Fundamental, também como decorrência do Programa Primeiro a Infância.

Maria Luciene da Silva apresentou ações no PPP de Camaragibe

Outra representante da equipe da Secretaria Municipal de Educação de Camaragibe, Maria Luciene da Silva citou várias ações, previstas no conjunto dos Planos das escolas de Camaragibe, que continuam sendo executadas e algumas sendo inclusive premiadas (ver a notícia “Professora de Camaragibe ganha prêmio nacional com ação prevista no PPP).

Uma delas é a geladeira literária, uma inovação que chama a atenção dos pais e outros membros das comunidades das escolas. Outra ação é o Projeto Leitura em Família, que estimula o gosto pela leitura nas famílias dos alunos. “Recebemos muito retornos positivos, mas também reclamações de pais sobre este ou aquele ponto dos livros, mas isso significa que eles estão circulando”, comentou Luciene.

As hortas e os jardins, mantidos pelos próprios alunos ou com a participação dos pais, são ações que continuam e têm dado muitos resultados positivos, completou Luciene. “Em algumas escolas aparece uma muda de árvore, flor ou hortaliça todo o dia”, afirma, ilustrando o grau de participação das comunidades.

A importância dos Planos de Ação – As participantes do encontro em Piracicaba ratificaram a importância dos Planos de Ação para a construção ou revisão do PPP em seus municípios.

“Os Planos de Ação serão muito importantes, pois vão apontar as prioridades para cada escola”, destaca Regina Aparecida de Campos Amâncio, Supervisora de Ensino da Educação Infantil de Capivari.

Para a Supervisora de Ensino de Rafard, Márcia Valesin, os Planos de Ação serão muito relevantes, “pois vão mostrar a direção que as escolas vão tomar, com base em seus diagnósticos”.

Coordenadora do CMEI “Eunice Caproni de Oliveira”, de Mombuca, Keila Caproni evidencia que os Planos de Ação vão materializar o que foi discutido pelas escolas, na formulação do Marco Referencial e no diagnóstico participativo.

Diretora da Creche Padre Geraldo Moreira Cesar, em Rio das Pedras, Mara Denise Alves salienta que os Planos de Ação “vão fazer as ideias saírem do papel, vão colocar em prática o que a comunidade de cada escola apontou como importante”.

Já a coordenadora pedagógica do Centro Integrado de Educação Municipal de Saltinho (CIEMS) Nossa Senhora Aparecida, Renata Pimpinatto, observa que o Plano de Ação vai de fato traduzir o que deseja a comunidade envolvida na elaboração do diagnóstico da escola, como a equipe profissional, gestão e famílias dos alunos. “É importante envolver a todos, para que o PPP seja um retrato fiel da escola”, assinala.

A Supervisora de Ensino de Monte Mor, Simone Zanetti, entende que o Plano de Ação é fundamental “porque reúne o ponto de partida e o ponto de chegada, o que a escola pensa e onde ela quer chegar”.

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