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Escuta da criança, etapa essencial para a elaboração do PPP nas escolas

Educadoras dos seis municípios no encontro regional em Piracicaba (Foto Divulgação)

Um dos elementos mais importantes do processo de revisão ou construção do Projeto Político Pedagógico nas unidades de Educação Infantil, nos seis municípios parceiros do Programa Primeiro a Infância, do Fundo Juntos pela Educação, tem sido a escuta das crianças, para que o PPP de fato reflita o seu olhar e a sua perspectiva.

“O Programa Primeiro a Infância foi fundamental para a Educação Infantil em nosso município, porque possibilitou que realmente as crianças fossem ouvidas. É a voz da criança, o seu protagonismo”, comenta Edilma Maria da Luz, da equipe técnica da Secretaria Municipal de Educação de Camaragibe (PE).

Camaragibe participou da primeira edição do Programa Primeiro a Infância – Educação Infantil como Prioridade, entre 2015 e 2017, e o município está seguindo a implementação do Projeto Político Pedagógico que foi construído pelas escolas naquele período.

“O PPP foi construído de forma participativa, mas o principal foi a escuta das crianças. Em Camaragibe, nós definimos que o ideal seria que a diretora representasse a voz das crianças. A diretora levava para as reuniões o que as crianças falavam em suas escolas, através da escuta feita pelas professoras”, conta Edilma Maria da Luz.

Várias estratégias têm sido utilizadas, na escuta das crianças, pelos seis municípios parceiros da segunda edição do Programa Primeiro a Infância: Capivari, Mombuca, Monte Mor, Rafard, Rio das Pedras e Saltinho.

A roda de conversa e a elaboração de desenhos são ferramentas utilizadas de forma geral e sistemática pelas escolas de Educação Infantil nos seis municípios, para apurar a voz das crianças, a sua visão sobre o mundo e as próprias escolas, o que se reflete na construção do PPP.

“Nós identificamos que as crianças querem um parquinho e essa meta com certeza estará no Plano de Ação da escola”, afirma Keila Caproni, coordenadora do CMEI “Eunice Caproni de Oliveira”, de Mombuca.

Já na Creche Padre Geraldo Moreira Cesar, de Rio das Pedras, as educadoras identificaram que um desejo das crianças é que as paredes estejam sempre enfeitadas, elas ficam muito felizes com isso, conta a diretora Maria Denise Alves.

Em Monte Mor, segundo a Supervisora de Ensino, Simone Zanetti, as crianças são ouvidas nos momentos do Faz de Conta, nas contações de histórias e brincadeiras. “De forma lúdica, as crianças expressam o pensamento delas”, diz a Supervisora.

“Nas rodas de conversa, as crianças falam se são felizes, o que pensam da escola, o que desejam”, completa a coordenadora do CIEMS Nossa Senhora Aparecida, de Saltinho, Renata Pimpinatto.

Em Capivari, a hora do conto, das histórias, é um momento especial para ouvir a voz das crianças, relata a Supervisora de Educação Infantil, Regina Aparecida de Campos Amâncio. “Sentadas no chão, em círculo, as crianças ficam relaxadas e contam tudo, o que aconteceu no dia anterior, o que estão sentindo, e dão sua opinião sobre tudo. Elas se posicionam e procuramos valorizar essa escuta”, completa.

O mesmo ocorre em Rafard, informa a Supervisora de Ensino Márcia Valesin. “Elas falam sobre tudo, as cores da escola, o que tem na merenda, o que gostariam de ouvir. E nessa conversa vão dando suas opiniões sobre o que gostariam para o seu futuro e o de sua escola”, diz a Supervisora, resumindo uma atitude comum nos seis municípios, que estão construindo ou revisando o PPP de suas unidades de Educação Infantil de modo participativo e democrático.

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