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Educação Infantil em Rio das Pedras: melhoria contínua nas escolas

Pintura ao ar livre, na EMEI “Nelson Rosamilha” (Fotos José Pedro Martins)

Geovana, Laura e demais colegas pintam com entusiasmo caixas de ovos, enquanto bem perto outras meninas e meninos estão imersos na prazerosa tarefa de juntar peças para montar diversos brinquedos: casas, carros, bonecos. Assim é uma aula ao ar livre em manhã ensolarada na Escola Municipal de Educação Infantil “Nelson Rosamilha”, em Rio das Pedras.

A EMEI é a única unidade com creche e pré-escola na rede de Educação Infantil do município. Outras três unidades contemplam apenas pré-escola e cinco são creches. Nove unidades, portanto, na rede de Educação Infantil de Rio das Pedras, município com uma população de mais de 33 mil moradores em 2018, de acordo com a Fundação SEADE.

O município tem um dos menores índices de mortalidade infantil no estado de São Paulo e no Brasil. O índice era de 5,13 por mil nascidos vivos em 2017, ainda segundo a Fundação SEADE. O número, que representa menos da metade do que a média estadual (de 10,74 por mil), é um indicador da preocupação central que o município tem com as crianças pequenas e a busca de melhoria contínua na Educação Infantil comprova essa inquietação.

Criatividade em sala de aula

Amplo espaço para brincadeiras – Com mais de 320 alunos, a EMEI “Nelson Rosamilha” conta com amplo espaço para brincadeiras, ingrediente que a escola passou a valorizar ainda mais com o Programa Primeiro a Infância, nota a diretora, Rejane Cristina Guizo.

Enquanto acompanha as brincadeiras que as crianças de sua sala fazem, a professora Elzilene Pimpinatto Cuevas comenta a importância da Educação Infantil para o processo de desenvolvimento pleno. “É o início de tudo, é quando podemos incentivar as potencialidades, através da da imaginação e das brincadeiras”, resume.

Professora há 26 anos na Educação Infantil, Luciene dos Santos Duarte ressalta, por sua vez, o potencial criador das crianças. “Nós acabamos aprendendo muito com elas. É preciso deixá-las se expressar livremente”, defende a educadora.

Hora da imaginação na criação de objetos

De fato a EMEI “Nelson Rosamilha” procurou valorizar muito a escuta das crianças no processo de construção participativa do Projeto Político Pedagógico, eixo central do Programa Primeiro a Infância, observa a diretora Rejane Cristina Guizo. Ela também destaca o progressivo entendimento dos pais sobre a importância de participação ativa na vida da escola.

“Os pais foram aos poucos percebendo que podem e devem participar. Com isso eles podem ajudar na melhoria da qualidade da educação para os próprios filhos”, define a diretora, enquanto mostra o parquinho, as salas da pré-escola, os berçários para os bebês que estão em pleno soninho. E logo depois o esperado almoço, fundamental em uma escola que tem parte de seus alunos em tempo integral.

Hora do almoço na Creche “Padre Geraldo Moreira César”

O mesmo ocorre na Creche e Pré-Escola Municipal “Padre Geraldo Moreira César”, que conta com cerca de 120 alunos, alguns deles da zona rural de Rio das Pedras. Muitos deles já estão prontos, esperando o transporte escolar, enquanto outros estão no saboroso almoço.

Nas salas de aula e berçários, educadoras e cuidadoras atentas às atividades monitoradas dos pequenos alunos. “É muito bom ver que cada vez mais a sociedade está vendo a Educação Infantil não mais apenas como momento ou espaço de cuidado, mas efetivamente de Educação. Uma etapa crucial do sistema educacional”, avalia a professora Tatiana Barrichello Farias.

À espera do transporte escolar, com muito colorido

A diretora da Creche e Pré-Escola, Mara Denise Moraes Teixeira Alves, sublinha que a valorização da Educação Infantil foi, realmente, um dos pontos-chave do Programa Primeiro a Infância – Educação Infantil como Prioridade, no contexto dos seis municípios participantes.

Ela também ressalta a relevância do processo participativo na construção do Projeto Político Pedagógico das unidades de Educação Infantil. “Temos um PPP muito mais dinâmico e sólido para quatro anos. Os pais se conscientizaram sobre a importância da participação e este é um elemento que ajuda a garantir a sustentabilidade do processo”, considera Mara Teixeira Alves.

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