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Programa pela Educação Integral apoiou projetos em quatro estados

Orquestra Soprânica da EM Zumbi dos Palmares, em João Pessoa, em 2010 (Foto Fundo Juntos pela Educação)

Com o Programa pela Educação em Tempo Integral, sua primeira iniciativa, o Fundo Juntos pela Educação ampliava os horizontes do Programa VITAE. O conceito passou a ser o de apoiar projetos envolvendo verdadeiras redes, constituídas por escolas públicas, organizações comunitárias e outros serviços públicos, como postos de saúde e unidades de CRAS. Juntos, os parceiros de cada projeto possibilitariam educação em tempo integral para crianças e adolescentes, em outros espaços além dos muros escolares.

A Fundação FEAC, que reúne dezenas de entidades sociais de Campinas e já havia sido parceira do Programa VITAE, tornou-se parceira técnica da primeira edição do Programa pela Educação em Tempo Integral. Os territórios escolhidos para o campo de ação do Programa pela Educação em Tempo Integral foram o município de Campinas, no interior de São Paulo, e municípios da Paraíba.

Após o processo de seleção, foram escolhidos nove projetos, ou nove redes, para receberam apoio na primeira edição do Programa pela Educação em Tempo Integral. Entre 2005 e 2010, foram poiados projetos em Campinas e nos municípios paraibanos de João Pessoa, Santa Rita e Lucena, sempre em territórios de alta vulnerabilidade social.

Em três edições, o Programa pela Educação em Tempo Integral envolveu 134 organizações. A terceira edição abrangeu os projetos apoiados: Além das Letras (Região dos Amarais), Pacto Sustentável (Distrito de Sousas), Metamorfose (Campo Belo e Jardim Fernanda), Comunidade Educativa (Vila Castelo Branco, Jardim Garcia e bairros próximos) e Novas Atitudes.Com (Jardim Satélite Íris), em Campinas, tendo a Escola Estadual Professora Rosina Frazatto dos Santos como um dos principais espaços de atividades, inclusive com aulas em lousa digital.

Na Paraíba foram apoiados os projetos: CRER-SER em Tempo Integral (Rangel e Cristo, em João Pessoa), Cata Aqui, Cata Acolá (Santa Rita), Educando na Diversidade (Mangabeira, João Pessoa), Roda, Rede! (Lucena) e Educação: (Com)Vivência Integral (João Pessoa), na Paraíba. Em João Pessoa, o Programa viabilizou ações como apresentações da Orquestra Soprânica da Escola Municipal Zumbi dos Palmares, do bairro Mangabeiras, e apresentações de teatro em função da parceria com o Centro Piollin.

Laboratório de informática no Ecomuseu de Maranguape em 2013 (Foto Adriano Rosa/Fundo Juntos pela Educação)

Educação Integral – Entre 2011 e 2013 a iniciativa passou a ter o nome Programa pela Educação Integral, com foco no desenvolvimento integral, cognitivo, socioemocional e físico das crianças e adolescentes, e não apenas em termos de jornada ampliada para os alunos de escolas públicas parceiras. Agora passaram a ser apoiados projetos de articulação em rede em Pernambuco e no Ceará.

No Ceará foram apoiados os projetos: Hora do Jogo e Caldeirão das Artes, no município de Horizonte; Nossas Histórias, em Fortaleza; e Ecomuseu de Maranguape, em Maranguape. Em Pernambuco tiveram apoio os projetos: Brincando com os Sons, em Olinda; Solidariedarte, em Igarassu; e Construindo saberes e direitos através da educação integral, em Recife, tendo como proponente o Clube de Mães dos Moradores do Alto do Refúgio. Ao todo foram envolvidas 80 organizações.

Lousa digital na EM Rosina Frazatto dos Santos, em 2010 (Foto Adriano Rosa/Fundo Juntos pela Educação)

Redes que permanecem – Algumas redes pela educação integral, constituídas em função do apoio do Fundo Juntos pela Educação, continuam muito atuantes. São os casos da Crer Ser, em João Pessoa, e da Novas Atitudes.Com, em Campinas. Nos dois casos, as escolas públicas envolvidas apresentam melhoras constantes de desempenho e indicadores.

Uma característica da Crer Ser é que, em uma região muito populosa, com mais de 50 mil moradores, a Rede tem como especiais protagonistas escolas públicas, embora conte com outros parceiros, como Conselho Tutelar e Polícia. São as Escolas Municipais de Ensino Fundamental Agostinho Fonseca Neto, Américo Falcão, Durmeval Trigueiro, Santa Ângela, Professor Luiz Mendes Pontes, Padre Pedro Serrão e Leônidas Santiago e a Escola Estadual Gonçalves Dias.

Desde a época do projeto apoiado pelo Fundo Juntos pela Educação, as escolas se reúnem regularmente, para planejar em conjunto suas ações e executar atividades como identificação de situações de trabalho infantil, de crianças em situação de rua ou com dificuldades de leitura. A redução da evasão escolar é um dos objetivos e ela tem ocorrido.

Os números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) ratificam uma evolução acima das metas intermediárias estabelecidas para a maior parte das escolas nos anos iniciais do ensino fundamental. São vários casos de redução acentuada da evasão escolar e outras ações com influência positiva no fator fluxo do indicador.

Apenas dois exemplos. Na EMEF Santa Ângela, as taxas de aprovação aumentaram, entre 2007 e 2015, de 70,1% para 100% no primeiro ano,  de 68,2% para 86,4% no segundo, 75% para 86,2% no terceiro, de 59,5% para 90,9% no quarto e de 82,9% para 88,9% no quinto ano. A EMEF Santa Ângela teve um Ideb de 4,2 em 2017, superior à meta de 3,7.

Na EMEIEF Professor Luiz Mendes Pontes, as taxas de aprovação cresceram, entre 2007 e 2015, de 52,6% para 95,7% no primeiro ano, de 41,2% para 92% no segundo, de 57,8% para 78,4% no terceiro, de 60,9% para 74% no quarto e de 77,8% para 90,7% no quinto ano. O Ideb da escola em 2017 foi de 5,0 e a meta era de 4,5, de acordo com o QEdu, com dados do Ideb/Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

Na região do Satélite Íris, em Campinas, igualmente um território com alta vulnerabilidade social, a melhoria de desempenho é constante na EE Profª. Rosina Frazatto dos Santos. Desde 2007 a performance da EE Rosina Frazatto dos Santos tem sido sempre superior à meta estipulada para a escola. O salto entre 2013 e 2015 foi de 4,9 para 5,6. Em 2017 chegou a 6,6, acima da meta estipulada para o ano, de 5,3. Frutos de um trabalho continuado, que teve a participação do Fundo Juntos pela Educação em um longo período.

A Rede Novas Atitudes.Com, que tem a participação da EE Profª. Rosina Frazatto dos Santos e outras instituições, também tem realizado ou apoiado outras atividades na região do Jardim Satélite Íris, como a Caminhada das Rosas, que discutiu a questão da violência contra as mulheres, e as ações relativas ao Dia Nacional de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

O Programa pela Educação Integral apresentou números superlativos. A iniciativa representou o apoio a 24 projetos, envolvendo 214 organizações e beneficiando mais de 100 mil crianças e adolescentes em quatro estados. Foram realizados 30 grandes encontros de troca de experiências e 40 oficinas técnicas de capacitação.

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